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quarta-feira, 22 de março de 2017

NESTE SÁBADO, DIA 25, ÀS 9 HORAS, TODOS CONVOCADOS:

Neste sábado, todos os sindicatos integrantes da FEPESP estarão abrindo suas portas para a realização de assembleia importante com os professores e auxiliares de administração escolar na Educação Superior privada em São Paulo, bem como com professoras, professores e técnicos de ensino no Sesi/Senai no estado.

É uma assembleia decisiva, onde serão apresentadas as contrapropostas patronais às reivindicações das categorias.

Um dos itens mais importantes nestas assembleias será a defesa de acordos de dois anos, para garantir mais tranquilidade aos docentes e funcionários administrativos nesta época de grande turbulência politica e econômica no país. 

Estão em jogo e serão discutidos - nas duas categorias - reajustes salariais, benefícios como VR e VA e questões especificas como planos de saúde e bolsas de estudo (na Educação Superior) e manutenção de importantes clausulas sociais (especialmente no Sesi/Senai).

O desafio na Campanha Salarial deste ano tem sido o de garantir, durante as negociações, que direitos conquistados e aprimorados durante mais de vinte anos, em campanhas salariais sucessivas, não sejam comprometidos por um cenário econômico que tem colocado os trabalhadores em alerta. Nossa campanha, desde o início, foi em legítima defesa de nossos direitos!

Agora é a hora de confirmar nossa determinação - e de discutir e decidir o futuro de nossa campanha.

Horários no SINPRO JAÚ:




ENSINO SUPERIOR: 10h00


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quinta-feira, 9 de março de 2017

5 PERGUNTAS: VAMOS FALAR DE ASSÉDIO


"A escola deve enfrentar de fato o assédio, seja esclarecendo alunas, alunos, corpo docente e auxiliares, abrindo debates e investigando com seriedade que o assunto merece e punindo." A opinião é da professora e cientista social Conceição Fornasari, diretora da Fepesp e do Sinpro Campinas, que em cinco perguntas fala sobre o ambiente masculino da universidade, a relação entre alunos e alunas, a raiz patriarcal do assédio e a permanente importância do dia 8 de Março, o #8M, para o debate.



1) O debate sobre assédio na escola geralmente é trabalhado pela mídia na perspectiva do bullying praticado entre estudantes. Queria saber da sua visão, enquanto professora: como você observa as relações entre alunos através do espelho do gênero?

A escola é um locus privilegiado para o conhecimento, debate, reflexão e ação, especialmente em um caminho que rume para o fim do preconceito e a descriminação não apenas das mulheres, mas também contrários à homofobia, racismo, entre outros. Muitas vezes as agressões, tratadas como bullying, refletem essas questões históricas. Mesmo as brincadeiras e anedotas, a divisão de tarefas e os materiais didáticos ajuízam a prática do preconceito e da desvalorização das mulheres.

2) Pensando na universidade, que infelizmente ainda é muito masculina: como é ser uma professora, que luta por paridade salarial e outros direitos, num ambiente assim?


Pelos dados apontados na pesquisa da Fepesp, realizada pelo Datafolha em outubro de 2016, entre os professores do setor privado da Educação Superior no estado de SP nessa parcela da categoria, 55% são homens e se virmos em alguns cursos o número aumenta significativamente. Já tivemos mais problemas de assédio, brincadeiras, piadas e tentativas de desqualificar nosso trabalho do que hoje. Infelizmente, o ser feminina e feminista ainda parece ser um “defeito”, a ponto dessa situação também ser uma constante entre os alunos de engenharia, por exemplo, e não apenas entre os professores.

3) O que está na raiz do assédio? Você ainda acha que ele é tratado de forma leviana?


Ser mulher, ser a provedora do “lar”, ser a que gesta os seres humanos e ainda desenvolver tarefas ditas masculinas e até ter atuação político-sindical incomoda e desafia boa parte da sociedade e não apenas dos homens. O que está na raiz é o próprio patriarcalismo, e vou mais além: o assédio moral praticado pelos patrões e chefes é muito mais intenso contra as gestantes e as mães pelo “ prejuízo” que a maternidade oferece ao capital. Somos a reprodutora da força de trabalho na medida em que quase 40% dos lares são chefiados por mulheres, exercemos a dupla e até a tripla jornada de trabalho.

Se formos jovens e belas, fica quase como uma obrigação assediar ainda que forma de velada, com assobios, olhares, comentários e “convites”. Se formos mais velhas, o assédio se manifesta de outra maneira, com comparação, com descrença de que continuamos capazes e assim por diante.

E ainda é tratado de forma leviana, pois quando se denuncia, o assunto é tratado com leveza e o deixa disso.

4) Enquanto mulheres, como podemos pautar melhor o assunto na escola e na mídia? O que falta para que todos os tipos de assédio sejam tratados com a seriedade necessária?


São duas questões distintas. Apenas sobre a mídia daria inúmeras teses e centenas de obras, o que está a olhos vistos: "mulher de boca fechada e de corpo de fora”, reforçando o assédio moral e especialmente o sexual! Sempre sem destaques, seja em filmes, em novelas, aí apenas se são as vilãs, para ser forte e ser protagonista a maldade fica como sinônimo. Que controle temos sobre a mídia? Nenhum. A chamada “alternativa” cumpre parcialmente esse papel, como, por exemplo, a sindical.

A escola, como destaquei acima, deve enfrentar de fato o assédio, seja esclarecendo alunas, alunos, corpo docente e auxiliares, abrindo debates e investigando com seriedade que o assunto merece e punindo.

5) Por fim, qual é a importância, na sua visão, de continuar enfatizando a associação entre o 8 de março e a luta das mulheres?

As diferentes possibilidades históricas da origem do Dia Internacional das Mulheres, reconhecido pela ONU em 1975, remontam de lutas de mulheres (e em muitos casos de homens) por melhores condições de trabalho e de vida e é mais atual do que nunca. Como diz Simone de Beauvoir, as conquistas das mulheres estão sempre ameaçadas, assistimos no Brasil atual, por exemplo, com a reforma da Previdência proposta pelo governo golpista. “Se não lutar, os direitos vão acabar” e "Nenhuma a menos, nenhum direito a menos” apresentam-se como destaques deste 08 de março.

Viva a mulher que luta, sempre!

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: PROFESSORAS SERÃO AS MAIS AFETADAS



A perversa reforma previdenciária, empurrada pelo governo como a proposta de emenda constitucional (PEC) 287, poderá afetar especialmente as professoras. Isto porque a reforma pretende acabar com a aposentadoria especial dos professores (aos 25 e 30 anos de contribuição) e igualar a aposentadoria por idade para homens e mulheres aos 65 anos.

Segundo a professora Silvia Barbara, estudiosa da questão e diretora da Federação dos Professores do Estado de São Paulo e do Sinpro SP, as mudanças previstas pela reforma podem gerar um acréscimo superior a 400% no tempo de contribuição das professoras da educação básica. “Essa proposta inviabiliza a aquisição da aposentadoria para a maior parte dos trabalhadores. Nós vamos transformar a previdência em uma máquina de arrecadação. A reforma acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e acaba com a aposentadoria diferenciada para mulheres, que na maioria dos casos acumula uma dupla jornada”, diz Silvia.

Gráficos feitos a partir de dados do Ministério do Trabalho de 2015 mostram que as mulheres representam a maior parcela dos professores da educação básica privada no Brasil. Só na educação infantil – de 3 a 5 anos – o número quase bate os 90%.



Por ser uma categoria majoritariamente feminina e jovem (gráfico abaixo), as professoras serão duplamente penalizadas se a proposta for aprovada no Congresso.

A PEC 287 revoga o parágrafo 8º do artigo 201 da Constituição Federal, que garante aos professores de educação básica redução de cinco anos na aposentadoria por tempo de contribuição. A revogação é imediata para todos os professores que tiverem até 45 anos (mulher) ou 50 anos (homem). Como a idade média dos professores de educação básica é de 37 anos, a maior parte está excluída da chamada regra de transição – uma espécie de ‘pedágio’ para se aposentar. Segundo o Dieese, menos de 30% dos trabalhadores serão atingidos pela regra. “A reforma é cruel porque atinge de maneira uniforme os que ainda vão entrar no mercado e aqueles que já estão. Isto é inédito”, afirma Silvia Barbara.



Gabriela Pyles, professora de artes para alunos do 6º a 9º ano, acaba de ingressar no mercado de trabalho. Aos 23 anos, dá aulas em um colégio particular de Santa Bárbara do Oeste. Hoje, Gabriela teria direito à aposentadoria especial quando completasse 48 anos. Se as novas regras passarem, Gabriela deverá se aposentar aos 65 anos (idade mínima) ou aos 72 para ter direito ao valor integral. “Acredito que a minha geração não vai mais contar com as possibilidades de uma aposentadoria pública. A tendência é que se procure uma aposentadoria privada ou até mesmo outras formas de rendimento. Eu, por exemplo, vou aplicar uma parte da minha renda familiar em títulos do tesouro direto que, hoje em dia, é o tipo de investimento com maior retorno financeiro a curto e médio prazo. Essa foi a solução que eu encontrei. Mas isso não significa que vou deixar de lutar por um sistema melhor para mim e para todos os outros professores. É uma luta diária e constante”, diz.

Como calculado pelo Sinpro SP, uma professora que lecione há 20 anos e tenha 40 anos de idade, por exemplo, pode se aposentar hoje em cinco anos. Com as novas regras, no entanto, ela será obrigada a trabalhar por mais 25 anos - ou seja, um acréscimo de 400% no tempo de contribuição.
A mesma idade mínima para aposentadoria proposta pela reforma não reflete a desigualdade existente no mercado de trabalho para homens e mulheres. Para a professora de economia Denise Gentil, da UFRJ, que questiona o propagandeado déficit previdenciário em sua tese de doutorado e colaborou no recente estudo ‘Previdência: reformar para excluir’*, a Constituinte de 1988 visou compensar o salário menor e a dupla jornada de trabalho da mulher. “Levou em consideração o fato de ela cuidar das crianças e dos idosos da família e de ter uma jornada muito superior a dez horas de trabalho diário. Esse desgaste, que compromete a saúde, teria que ser compensado com regras mais brandas de aposentadoria. E, de fato, as estatísticas mostram que as mulheres vivem mais que os homens, mas sofrem muito mais de doenças crônicas a partir dos 40 anos. Vivem mais, mas vivem pior”, afirma Denise.

As mudanças previstas pela reforma da previdência parecem apenas distanciar o trabalhador de uma possibilidade de descanso no fim da vida. As novas regras apontam para um cenário contraditório onde se trabalha mais, ou seja, a contribuição para a previdência aumenta, e as chances de uma aposentadoria são menores. ‘Não haverá descanso, trabalhe!’ parece ser o novo lema.
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Sindicato dos Professores de Jaú

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